sábado, 19 de outubro de 2013

Meu inimigo, minha sombra, minha luz e meu amor.

As «Elegias do amor e do ódio» vão arrancar daqui a poucas horas - o segundo grupo. Os exercícios propostos nesta oficina continuam a ser vivenciais e muito profundos. Basicamente, trata-se de procurar e escolher uma pessoa, especificamente uma pessoa, que nos marcou. Pode ter sido 'alguém que passou por cá e deixou ao deus-dará os olhos presos nos meus', como na letra do fado. Pode ter sido alguém que nos impressionou pelos melhores ou piores motivos. Pode ser alguém sobre o qual se queira efabular um registo literário, mas que, em boa verdade, só exista na nossa imaginação.

Em todo o caso, vamos chamar uma pessoa. E essa evocação provocará um recrudescimento de memórias. E por fim, dessas memórias trabalhadas pela palavra viva, vai emergir uma carta. Uma carta que funcionará como um acerto de contas com o passado, real ou imaginário. É igual, vai dar ao mesmo. Tudo somos nós:

Destacamos, do primeiro módulo, o respectivo briefing: «Ao longo da vida há muitas pessoas que nos marcam. Aqui costumamos acrescentar a frase que é uma espécie de dogma: 'para o melhor e para o pior'. Este aforismo, porém, é desprovido de sentido. Todos os que nos ensinam, e portanto todos os que nos fazem crescer, com ou sem dor, surgem na nossa vida por algum motivo, um motivo muito forte. Fomos nós que os/as chamámos.
Neste módulo vamos invocar, descobrir, desentocar, alguém muito particular, e trazê-lo à luz do momento presente. Vamos recordá-lo com todos os detalhes. Vamos chamá-lo pelo nome.»

Mesmo sem fazer parte das nossas Oficinas, porque não tentar escrever também esta carta, seguindo os passos aqui muito sucintamente explanados? Façam-nos e deixem-nos saber como foi,

Estamos, estou, muito interessada. Como pessoa e por pessoas.