domingo, 15 de fevereiro de 2015

Retratos de família

Se mergulharmos no baú das memórias, procurando entre aquelas histórias de família que sempre ouvimos contar, fotografias, cartas esquecidas, objectos pessoais, e outros retalhos de quotidianos passados que lhe componham o desenho, emergem histórias fabulosas com heróis e heroínas ou anti-heróis e anti heroínas  a caminho do esquecimento total.
 
Maude Fealy, USA, (1897-1971), uma das mais belas actrizes do cinema mudo
Vintage Photography
 
O desafio desta oficina é por aí. Vamos ressuscitar aquela bisavó muito louca, que fugiu de casa para seguir o seu sonho, provavelmente personificado por um aventureiro qualquer, desses capazes de tudo; mães-coragem e pais-heróis; o tio que se alistou na Legião Francesa para fugir de uma legião de amantes enfurecidas e de um sem fim de dívidas de jogo. Vamos procurar saber da tia que acabou na miséria com uma fortuna cifrada em papéis de doação de propriedades que não se sabe onde ficam. E da outra que, no desgosto da morte do marido, se sentou numa cadeira, muda, inerte e em lágrimas duramente meses, até os pais aparecerem ameaçando que lhe levavam os filhos pequenos - que cresciam â solta pela casa, entregues a uma velha empregada -, se ela persistisse em ignorar que a vida continuava.
 
 
 
 
 
Pessoas cujo sangue nos corre nas veias, ou gente que fez parte da vida de gente que está na nossa vida. Crescemos a ouvir as suas histórias, muitas vezes por meias palavras. Sem lhes darmos o devido valor, pois  só os anos e as grandes ausências permitem que, nalguns casos, justiça lhes seja feita. Prazerosamente, é bom de ver. Porque contar histórias, nossas ou dos outros, inventadas ou recontadas à nossa maneira de quem conta um conto acrescenta todos os pontos que lhe apetecer, é uma actividade mágica. Uma adição sem contra-indicações. Um voar sem limites. Uma paixão.
 
Como:
Ao longo de quatro aulas semanais, de hora e meia cada, vamos desenterrar lendas, intrigas, pequenas grandes tragédias, glórias, amores escondidos, mortes a destempo, ódios e paixões e saudades cujo prazo de validade já terminou.
Quando:
25 de Fevereiro; 4 de Março; 11 de Março; 18 de Março - com início às 18.30.
Onde:
Livraria Alêtheia, Rua do Século, nº13 - 1200-433 Lisboa (Estacionamento no silo da Calçada do Combro); Telefone (+ 351) 210939748 * Email: aletheia@aletheia.PT
 
Mais informações: Manuela Gonzaga, manuelagonzaga@gmail.com