segunda-feira, 24 de março de 2014

O Efeito Borboleta ou Cenas de um (pós) Casamento

Sob o título genérico O Efeito Borboleta, os próximos cursos de escrita ficcional recomeçam a 10 e 12 de Abril, e vão dividir-se por dois grupos, respectivamente às quintas-feiras, das 18.30 às 20 horas e aos sábados, das 16 às 17.30 horas. Ah, e vamo-nos divertir tanto, mas tanto.

"I'm afraid I ca'n't put it more clearly," Alice replied, very politely, "For I ca'n't understand it myself to begin with; and being so many different sizes in a day is very confusing." [L. Carroll]
 

O local será, como de costume, a Livraria Alêtheia, na rua do Século nº 4.

A duração destas oficinas será de mês e meio - seis aulas portanto, dividas por três módulos:

1) à procura de um personagem, ou de vários;
2) A história que as imagens não contam;
3) As respostas para a pergunta: onde param os noivos?

De onde então o Efeito Borboleta, ou melhor ainda, o Efeito Lagarta, se os conteúdos remetem basicamente para Cenas de um (pós) Casamento? Da frase que sintetiza o despoletar de uma investigação que culminou na Teoria do Caos: «A dependência sensível das condições iniciais».

Quer dizer, de um mesmo ponto de partida - um álbum fotográfico recolhido numa esquina de rua à mistura com tralhas diversas e sacos de lixo - propomos a reestruturação da história TODA por contar. O que terá acontecido, para tudo acabar assim? As imagens são de uma eloquência encantadora, mas não as divulgaremos antes de tornarmos irreconhecíveis os seus protagonistas. Acrescentemos porém que há rostos inscritos em conchas; noivos a duplicar; corações de nuvens e emoldurar os nubentes; e um certo ar de tristeza na cara da princesa do momento. Há quem jure, olhando as fotografias, que ela já está grávida. Há quem veja muito mais do que ali aparece. Há histórias a fervilhar...


Will you love me forever? Yes! Till this plastic bodies of ours melt somehow.

Portanto, e de um  mesmo ponto de partida, veremos como das mesmas condições iniciais se divergirá imensamente para as mais diversas narrativas. Até porque a Criação subjaz poderosa e latente no seio do Caos, o que, em arte, é sempre a epifânica constatação.


Nota: «O Efeito Borboleta» enquanto frase merece um post à parte, mas para simplificarmos as coisas não há como ir à fonte de divulgação para leigos. De James Gleick, Caos, a Construção de uma Nova Ciência, 2ª ed., Lisboa, Gradiva, 1994.